7 crenças limitantes que podem afetar qualquer aspecto da vida

7 crenças limitantes que podem afetar qualquer aspecto da vida

Durante a nossa vida, muitas coisas e acontecimentos nos moldam. Pai, mãe, família, amigos, a sociedade, o local onde vivemos — tudo isso cria estímulos e experiências que causam impacto direto na formação da nossa personalidade e de nossas crenças. Obviamente, esses valores podem ser bons ou ruins. Ou seja, você pode ter crenças libertadoras ou crenças limitantes.

As crenças limitantes são as que bloqueiam nossa felicidade e nos impedem de realizar nossos sonhos, de crescer na nossa vida profissional e também de melhorar de vida. Geralmente, as crenças limitantes agem como mecanismos de defesa. É o que ocorre quando, em algum momento, você sofre com um determinado episódio e, agora, sempre que esse gatilho é acionado, o seu subconsciente consegue bloqueá-lo.

Neste post, listamos 7 tipos e exemplos de crenças limitantes mais comuns que podem impedir ou dificultar nossa comunicação e causar outros danos. Continue a leitura!

1. Hereditárias

Essas crenças referem-se a tudo o que a pessoa ouve dos pais e percebe em seu núcleo familiar. Algumas falas, como “você deixa tudo pela metade”, “você não faz nada direito”, “seu irmão é muito melhor”, “você nunca vai conseguir ninguém”, ficam registradas durante toda a vida do indivíduo.

As crenças que são adquiridas com a própria família, durante a infância, têm um poder contaminador maior. Elas podem ser cultivadas pelas expressões: “você é burro”, “você é lerdo”, “ninguém vai gostar de você se continuar assim”, ou por exemplos e situações, como traições, o modo de tratar pessoas e animais, a forma de lidar com dinheiro etc.

O mesmo ocorre quando uma pessoa passa por situações de brigas por dinheiro, ausência ou excesso de regras, injustiças etc.

2. Sociais

São as impostas pela sociedade ou pela mídia. Há algumas crenças sociais que são bem comuns a nós ou a pessoas próximas a nós, como: “só as pessoas ricas são felizes”, “o mundo está muito perigoso”, “a sociedade só o aceitará se você tiver o estereótipo X”, entre tantas outras expressões.

Muitas vezes, a sociedade impõe determinados padrões que formam algumas crenças limitantes. Um ótimo exemplo é quando a indústria da beleza determina padrões quase inalcançáveis, motivando pensamentos negativos, como “nunca terei aquele corpo tido como perfeito”. Na verdade, é um tipo de crença que impossibilita que a pessoa tenha qualquer outro modo de satisfação que não seja o predeterminado.

Além disso, são utilizadas algumas expressões, como “selva de pedra”, que passa a imagem de que o mundo é um lugar perigoso; e também “o pão que o diabo amassou” que denota sofrimento ou algo ruim a se receber.

3. Pessoais

As crenças pessoais são formadas com base em experiências individuais. Mesmo que tenham origem hereditária, apenas se tornam realidade porque foram vivenciadas. Por exemplo, caso uma pessoa seja mandada embora do emprego ou não tenha passado na prova da OAB, pode acabar por desenvolver a crença de que é incapaz.

Outro exemplo é quando um indivíduo tem seu relacionamento interrompido pelo cônjuge. Isso provavelmente fará com que ele acredite que nunca alguém gostará dele de verdade. Além disso, existem algumas expressões conhecidas: “sempre sou o último a ser reconhecido(a)” e “meus relacionamentos nunca dão certo”. O fato é que, quando se utiliza o “sempre” ou o “nunca”, já é implantado um alerta de crença limitante.

Provavelmente, quem cresce escutando críticas apresentará dificuldades em acreditar que pode exercer uma determinada função no trabalho ou que conseguirá ter sucesso. O fato é que essa pessoa sempre terá a impressão de que está no lugar errado, em razão de ter absorvido sua incapacidade como uma verdade.

4. De lógica equivocada

Uma crença limitante, muitas vezes, pode ser fruto de uma lógica equivocada. Um ótimo exemplo é quando você resolve abrir o seu próprio negócio, mas não dá certo e não obtém sucesso. Isso não quer dizer que, como o seu primeiro negócio deu errado, os outros também darão.

O indivíduo acaba generalizando e, se não conseguiu passar em um determinado concurso, por exemplo, acaba acreditando que não conseguirá passar em nenhum outro.

5. De desculpa ou de medo

O fato é que pode ser que, no fundo, o indivíduo não queira ir em frente, aí, cria desculpas para si mesmo. Por exemplo, uma pessoa pode argumentar que não tem disciplina para fazer uma dieta e emagrecer. Na verdade, pode ser que ela não queira abrir mão do que gosta de comer.

Às vezes, uma pessoa não gosta de fazer exercícios físicos e usa a seguinte desculpa: “Não consigo fazer ginástica porque não tenho tempo”. Alguns dizem que detestam festa, quando o fato é que sentem vergonha de ir para dançar e se divertir. Sem sombra de dúvidas, o medo é altamente limitante.

Muitas pessoas argumentam que andar de avião é muito perigoso, devido ao fato de terem pânico desse tipo de transporte. Porém, sabemos que o avião é o meio de deslocamento mais seguro existente.

6. Religiosas

A religião é bastante famosa por doutrinar as pessoas, criando várias crenças limitantes. Além disso, há até um determinado termo para isso: “pecado”. Quando um gay não assumido escuta o padre ou pastor da sua igreja dizendo que é pecado ser gay, pode ser um grande limitador para que ele consiga assumir a sua homossexualidade.

Em um ambiente que seja muito religioso, uma pessoa pode ficar com sua mente cheia de crenças limitantes, como “Você não deve ter pensamentos que confrontam os da religião”, “Deus está vendo tudo que você faz e julgando seus pecados”, entre outros. Sabe qual é o resultado disso? Geralmente, o indivíduo sofre de ataques de pânico, passa por episódios de depressão profunda ao longo da adolescência, tem ansiedade e até adquire uma postura corporal terrível.

7. De círculo social

O que as pessoas à sua volta vivenciam pode influenciar diretamente suas crenças. Um exemplo que podemos utilizar é que, quando você toma conhecimento de que um amigo seu foi assaltado em um local específico, acaba por tomar como verdade absoluta que aquele lugar é muito perigoso e decide não ir ou passar mais por ali.

Por fim, não é possível mudar crenças limitantes do dia para a noite. Esse é um processo um pouco demorado, que demanda dedicação e tempo. Todavia, é essencial para conseguirmos nos libertar e para crescermos. O primeiro passo para transformar essa realidade é reconhecer que uma ideia ou crença não está nos fazendo bem. Com novos pensamentos e comportamentos, será possível se livrar das crenças limitantes.

Curtiu o nosso post? Ele foi útil para você? Então, aproveite para ler também “Saiba como superar o medo de falar em público” e fique por dentro do assunto!

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