Dúvidas frequentes de um orador

Quando um ouvinte formular uma pergunta, qual deverá ser a atitude do orador se não souber a resposta?

Um ouvinte formula uma pergunta ao orador por vários motivos: por dúvida, por vontade de aprender, por necessidade de destacar-se no ambiente, para provocar ou mesmo para testar os conhecimentos de quem fala.

Cada circunstância poderá ser contornada de forma diferente, desde que seja possível manter a tranquilidade e identificar o objetivo da indagação.

Em todas as situações, nunca invente resposta, pois esse artifício poderá ser percebido pelo público, que deixará de acreditar nas suas palavras. Por outro lado, talvez não seja convincente dizer que não conhece a resposta porque sua autoridade poderia ser enfraquecida. Muitos acreditam que a franqueza de dizer “sinto muito, mas não sei a resposta” é reconhecida com grande qualidade, mas quem se defrontou com episódio semelhante sabe que isso nem sempre é verdadeiro. Apenas não se deve preocupar com as consequências dessa afirmação. Antes de utilizar o último recurso, a confissão de que não sabe a resposta, alguns procedimentos poderiam ser adotados:

Caso consiga identificar no ouvinte que faz a pergunta alguém que deseja demonstrar conhecimento, destacar-se no ambiente, provocar ou testar seus conhecimentos, uma alternativa que geralmente apresenta bons resultados é devolver a questão ao interlocutor. Por exemplo: O que você pensa a respeito? Existe boa possibilidade de receber a resposta da própria pessoa que formulou a pergunta. Se ainda assim a resposta for negativa, isto é, se o ouvinte não souber responder aja de acordo com a sugestão dada na hipótese seguinte.

Caso perceba que a pergunta tem como origem a dúvida ou a vontade de aprender, poderá devolvê-la ao grupo. Por exemplo: “O que vocês pensam dessa questão?” Também haverá chances de que alguém possa ajudá-lo com a resposta. Como o tema abordado numa apresentação é familiar ao orador, uma sugestão da plateia poderá ser suficiente para que se encontre uma saída para o problema formulado. Mesmo que ninguém tenha respondido, haverá uma divisão da responsabilidade com o grupo, e nesse momento você poderá prontificar-se a pesquisar a solução em nome de todos, preservando assim a sua imagem.

Caso julgue que a circunstância é desfavorável para adotar uma dessas sugestões e que no transcorrer da exposição poderá encontrar uma saída, peça para voltar ao tema. Dificilmente alguém discordará e você ganha tempo ou para uma resposta mais apropriada, ou para depois a sós com quem fez a pergunta dizer que irá pesquisar. Agora, se sentir que tais procedimentos não serão convenientes, não hesite em confessar que desconhece a resposta.

Como proceder quando alguém conversa na plateia, atrapalhando a apresentação?

Fale um pouco mais baixo. Erroneamente, alguns oradores passam a falar num tom mais intenso, quando percebem ruídos no ambiente. Agir assim, além de não resolver o problema, poderá agravá-lo, porque quase sempre passa a existir uma espécie de concorrência, onde o participante no auditório também aumentará a intensidade da fala. Deve- se falar mais alto somente na primeira ou segunda frase, para chamar a atenção, depois se recomenda baixar a altura para que a voz da pessoa na plateia sobressaia no ambiente, forçando-a naturalmente a ficar em silêncio.

Passe a falar olhando na direção de quem conversa. Se o primeiro procedimento, falar mais baixo, não for suficiente, o passo seguinte é olhar com insistência na direção de quem conversa, sempre falando com voz mais baixa. Ao perceber que foi notado, talvez ele se cale.

Faça uma pergunta simples. Nesse caso, nada mais resta a fazer. O indivíduo continua conversando, atrapalha totalmente a apresentação e não existe autoridade para retirá-lo da sala. Antes de desistir, faça uma pergunta bastante simples relacionada com o tema que desenvolve e procure envolvê-lo pela sua própria resposta.

Pare de falar. Praticamente todas as situações poderão ser resolvidas com os dois procedimentos anteriores, mas, se isto não ocorrer, pare de falar e continue olhando na direção daquele que atrapalha a sua exposição. Dificilmente alguém continuaria a se manifestar no auditório, sentindo que o orador parou de falar e lhe dirige o olhar.

Peça que se cale. É desagradável ter que chegar a este estágio. Nesse instante, já se caracterizou certa animosidade que nunca interessa a qualquer orador, mas se depois de todas as tentativas ainda persistir o problema, não tenha receio, peça que o importunador se cale.

Retire-a da sala. Esse é o último recurso. Tudo já foi tentado para que a exposição tivesse um rumo normal, mas a pessoa que ainda continua falando não está interessada nas suas palavras e não demonstra qualquer respeito ao ambiente; é um corpo estranho que precisa ser eliminado. Retire a pessoa da sala. Antes de tomar essa decisão, certifique-se que você possue autoridade para isso e se pode agir com qualquer pessoa.Caso, depois de todo esse esforço, sentir que as tentativas foram em vão, peça a Deus que o ajude. Caso nem ele ajude, pare de falar e se retire. Isso provavelmente nunca ocorrerá.

Quando um orador comete um engano, deve corrigir o erro ou continuar falando?

Depende do tipo de erro cometido. Se transmitir uma informação incorreta e este fato prejudicar a compreensão do auditório, o erro deverá ser corrigido. Não dê muita importância ao fato. Admita o erro, se possível de forma descontraída e siga em frente. Insistir em se desculpar ou fornecer muitas explicações é embaraçoso tanto para o instrutor como para os ouvintes.

Caso o erro não prejudique o entendimento da plateia, siga em frente sem interrupção, e se possível, encontre uma forma de encaixar a mesma palavra em uma das frases seguintes, para demonstrar que se tratou mesmo de um engano. Ninguém sabe tudo, não tente passar uma falsa impressão de que é a autoridade máxima no assunto. Quem tem medo de errar, não aprende. Encare os erros como algo natural e inevitável.

Como manter o interesse do auditório por tempo prolongado?

Não existe assunto que, bem elaborado e bem conduzido, deixe de interessar ao auditório. Entretanto, sabemos que alguns são mais áridos do que outros e que por isso mesmo exige maior esforço de concentração do público.

Há recursos que poderão auxiliar a manter o interesse da plateia:

Procure preparar o ouvinte para receber as informações mais importantes. Faça isso com a ajuda de perguntas e reflexões como: “Qual a solução para esse problema?” ou “O que será que o nosso inimigo imaginou?” Assim, quando a informação for colocada, encontrará o auditório interessado em ouvi-la.

Quando perceber demonstrações de cansaço na plateia, conte uma história ou anedota descontraída, sem ligação com o conteúdo da matéria exposta. Esse procedimento descansará a mente dos ouvintes, possibilitando revigorar seu interesse e torná-los mais atentos quando voltarem ao tema de apresentação. O cuidado que se recomenda é não desenvolver esse assunto marginal por tempo muito prolongado, para não perder completamente a concentração da assistência, pois nesse caso ela não conseguiria mais voltar a acompanhar o desenvolvimento da linha de raciocínio.

Quando ocorrer o “branco” e não encontrar as palavras para continuar, o que deverá ser feito? O “branco” ocorre basicamente por três motivos: excesso de nervosismo, falta de conhecimento profundo sobre a matéria tratada e despreparo na ordenação das diversas partes da apresentação. Quando o branco ocorrer:

Repita as últimas informações, se possível com palavras diferentes, como se estivesse fazendo uma revisão para facilitar a compreensão dos ouvintes e dessa forma ganhará tempo para procurar com mais tranquilidade a palavra ou a frase que não consegue se lembrar.

Continue falando a partir dessa revisão sem tocar mais no ponto esquecido, e a plateia ou não perceberá o que ocorreu ou julgará que se tratou de um pequeno engano ou de uma opção diferente do orador.

Por fim, revele ao público que em seguida deverá se lembrar da informação esquecida e, mesmo que não se lembre, as pessoas envolvidas com a mensagem talvez nem se deem conta de que num determinado momento da apresentação ocorrera um esquecimento.

Em todas essas circunstâncias procure manter a calma e a tranquilidade. Assim, as chances de obter um bom resultado serão melhores.

Receita final para se tornar um bom orador:

Não existe receita mágica que transforme alguém num bom orador. Todos os caminhos são trabalhosos e difíceis, exigindo sempre muita vontade, perseverança e determinação. É um aprendizado doloroso e de certa forma solitário, porque dependerá, sempre, apenas de quem deseja falar bem.

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6 Comentários

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