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Técnicas e regras de oratória

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Preparando um discurso
Conduta quando falar
Improviso
Criticar sem ofender
Dúvidas frequentes


Preparando um Discurso

Na fase de preparação de um discurso tente responder, para si mesmo, a estas perguntas:

  1. Qual é o tema?
  2. Qual é a finalidade desta apresentação?
  3. A quem se destina (idade, sexo, educação)?
  4. Quantos serão?
  5. O que eles sabem sobre o assunto?
  6. Por que eles estão aqui? Como chegaram até você?
  7. Onde devo ficar? Será que todos me ouvem e enxergam?
  8. O que eles precisam? O que eu preciso?
  9. Que necessidades específicas eu devo tratar?
  10. O que os ouvintes esperam aprender ou ouvir de mim?
  11. Quanto tempo dura a exposição?
  12. Com que recursos conto?

Reserve tempo suficiente para escrever e ensaiar seu discurso, incluindo tempo para uma revisão final. Um texto para 30 minutos de discurso, por exemplo, precisa de cerca de 4.800 palavras e muitas horas de trabalho. A repetição pode ser deselegante na escrita, mas é essencial na oratória. Se você planeja usar tópicos, faça-os curtos. Você deve ser capaz de, ao ver uma simples palavra, lembrar-se de várias idéias complexas. Montar o discurso a partir de tópicos é mais rápido. Resuma cada tema e reúna o material em forma de notas.

  • Pesquise sobre o assunto que você vai falar: Procure em uma biblioteca ou mesmo na internet. Assim você vai ter mais segurança durante o discurso;
  • Pense na mensagem: Faça um esquema com os pontos principais. Tenha certeza que os pontos que você escolher concordam com o que você disse antes, a menos que você queira se contradizer propositadamente;
  • Se estiver escrevendo um discurso sobre, digamos, política, não fale o que todo mundo espera escutar. Encontre um meio termo entre o que você quer dizer e o que o público deseja escutar;
  • Torne-se interessante incluindo brincadeiras, curiosidades ou histórias legais;
  • Escreva seu discurso simples e conciso;
  • Pratique seu discurso do início ao fim.

Estrutura do discurso

O discurso deve estruturar-se em três partes: introdução, corpo e conclusão

1. Introdução:

   Revela o que vai ser dito. Um bom começo é vital para qualquer apresentação. Ela prepara o ânimo do ouvinte para receber bem o restante do discurso. O orador deverá envolver o auditório, aguçando o seu interesse e a sua curiosidade.

 Uma seqüência possível a seguir nesta fase pode ser:

  1. Apresentação pessoal
  2. Comentar os pontos principais e os objetivos
  3. Explicar as regras do jogo e a metodologia a seguir.

 Como cativar a platéia:

  • Respeito antes de tudo (pontualidade, dignidade)
  • Não projete uma imagem de infalibilidade e superioridade.
  • Brinque com seus defeitos, porém sem se expor. Gera um clima de maior aproximação.
  • Empregue exemplos que sejam familiares ao assunto sendo abordado e à experiência de seus ouvintes
  • O corpo fala. Estude os sinais que a platéia lhe envia para reagir adequadamente

2. Corpo:

É o desenvolvimento do discurso, durante o qual é muito importante que a platéia perceba exatamente o que você quer passar. Para isso, o discurso deve ser simples de seguir e ter uma ordem clara e precisa.

  1. Use suas notas, mas não fique lendo para o público. O cérebro retém pouca informação auditiva, portanto torne seu discurso mais acessível.
  2. Mantenha a linguagem clara, as frases curtas e com ritmo suave, com transição lógica entre os pontos.
  3. Ordene os seus argumentos e se apoie em dados ou exemplos que ajudem o auditório a compreender a mensagem da exposição.
  4. Se puder, fale sem usar anotações e se mova com confiança pelo palco. Isso acaba com o bloqueio psicológico do “subir no palanque” e torna você e sua fala mais acessível.
  5. Ao falar, mantenha seu olhar no centro da platéia – a cerca de dois terços da distância entre a última fileira e o palco.
  6. As pessoas que ouvem, em geral, tendem a ter mais simpatia por você do que hostilidade, portanto, deixe que o apoio delas lhe dê confiança.
  7. Faça contato visual e encoraje a platéia a participar; fazer perguntas gerais ou individuais funciona.
  8. Fazer o público rir também ajuda a quebrar o gelo.

3. Conclusão:

A melhor forma de conseguir um bom discurso é terminá-lo bem.

O final tem de constituir o compêndio do que foi dito incluindo, na maioria dos casos, os seguintes elementos:

  1.  Faça um breve resumo do conteúdo principal do discurso.
  2. Faça um apelo à ação.
  3. Faça um agradecimento sincero.
  4. Conte uma história interessante, bem humorada e adequada ao tema.
  5. Faça uma boa citação.
  6. Arranje uma frase de efeito.
  7. Esclareça as dúvidas da platéia
  8. Não diga: “Por hoje é só” ou “Era isso que eu queria dizer”. Despeça-se dizendo “Muito obrigado pela atenção e boa tarde a todos” ou algo na mesma linha

O interesse esfria e congela-se, quando o orador não sabe como terminar, ou termina de qualquer jeito. Todo o discurso precisa de um clímax e você deve prepará-lo com o mesmo cuidado com que procura as primeiras palavras. A primeira impressão é a que vale, mas é a última impressão a que fica.

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Conduta quando falar

  • Primeiro estude e domine o assunto sobre o qual você qual irá falar. Antes da apresentação, procure ter pensamentos e sentimentos positivos a seu respeito. Pense que as pessoas não estão ali para perder tempo, portanto desejam que você tenha sucesso. Pense que você é o anfitrião, portanto, é o responsável pelo bem estar das pessoas que estão na sua frente. Diga os benefícios que as pessoas terão ouvindo o que você tem a dizer.
  • Ao chegar diante do público não tenha pressa para começar. Respire o mais tranqüilo que puder, acerte devagar a altura do microfone (sem demonstrar que age assim de propósito), olhe para todos os lados da platéia e comece a falar mais lentamente e com volume de voz mais baixo. Assim, não demonstrará a instabilidade emocional para o público.
  • No início, quando o desconforto de ficar na frente do público é maior, se houver uma mesa diretora, cumprimente cada um dos componentes com calma. Desta forma, ganhará tempo para superar os momentos iniciais tão difíceis. Se entre os componentes da mesa estiver um conhecido aproveite também para fazer algum comentário pessoal.
  • Antes de falar, quando já estiver no ambiente, não fique pensando no que vai dizer, preste atenção no que as outras pessoas estão fazendo e tente se distrair um pouco.
  • Antes da apresentação evite conversar com pessoas que o aborreçam, prefira falar com gente mais simpática.
  • Lembre-se de exercitar respostas para possíveis perguntas ou objeções, com este cuidado não se surpreenderá diante do público.
  • Fale com boa intensidade, nem alto nem baixo demais, sempre de acordo com o ambiente; fale com boa velocidade, nem rápido nem lento demais e fale com bom ritmo, alternando a altura e a velocidade da fala para manter aceso o interesse dos ouvintes.
  • Pronuncie bem as palavras, sem exagero e fale com emoção, demonstrando interesse e envolvimento pelo assunto.
  • Tenha um vocabulário adequado ao público. Cuide da gramática, pois um erro nessa área poderá comprometer a apresentação.
  • Se der o branco, não se desespere. Repita a última frase para tentar lembrar a seqüência. Se este recurso falhar, diga aos ouvintes que mais a frente voltará ao assunto. Se ainda assim não se lembrar, provavelmente ninguém irá cobrar por isso.
  • Dê depoimentos pessoais. Mostre tabelas e índices. Ilustre seu conteúdo para deixá-lo mais atraente.
  • Faça uma conclusão significativa e evite o famoso “Era só isso que eu tinha para dizer”. Procure fazer um resumo da sua fala, enfatize os pontos principais ou agradeça a participação da platéia.
  • Mantenha a expressão facial e a postura positiva ao final da sua fala.

 Todas essas recomendações ajudam no momento de falar, mas nada substitui uma consistente preparação. Seja você mesmo. Nenhuma técnica é mais importante que a sua naturalidade.

 Como ler um discurso

 Existem três formas estruturais básicas de se apresentar um discurso: a fala de improviso, o discurso com alguns pequenos tópicos anotados e o discurso em forma de leitura.

 Discursos feitos de forma espontânea, mesmo que tenham sido preparados e estudados de antemão, costumam ser muito mais vivos e agradáveis de assistir. A leitura, pelo contrário, muitas vezes é um fator de desmotivação do público.

A leitura deve ser reservada para circunstâncias especiais como:

  • Pronunciamentos oficiais;
  • Textos muito técnicos que não possam conter erros;
  • Discursos de posse de presidentes de entidades, pois esse é o momento em que apresentam as bases da sua administração e não devem, portanto, improvisar;
  • Discursos de despedida de presidentes de entidades, pois ao deixar o cargo, de maneira geral, fazem um levantamento das suas realizações;
  • Agradecimentos de homenagens feitas a grupos, especialmente quando a mensagem representar a filosofia das pessoas, ou o discurso tiver de ser distribuído para a imprensa;
  • Discursos de oradores de turma, como é o caso da nossa ouvinte, pois nesse momento estão representando a vontade de todos os colegas formandos;

Tenha em mente que a mensagem deve ser transmitida para os ouvintes. Por isso, não fique olhando para o texto o tempo todo, como se estivesse conversando com o papel. Durante as pausas prolongadas e nos finais de frases, olhe para os ouvintes e demonstre com essa atitude que as informações estão sendo transmitidas para eles.

Uma boa dica para não se perder, enquanto olha para os ouvintes, é marcar a linha de leitura com o dedo polegar. Mantenha o papel na altura correta. Se deixar o papel muito baixo, terá dificuldade para enxergar o texto. Se, entretanto, deixar muito alto, esconderá seu rosto da platéia. Por isso, procure deixar a folha na parte superior do peito, para ler com mais facilidade e não se esconder do público.

Ao digitar o texto procure usar apenas os dois terços superiores da página, deixando o terço inferior em branco. Esse cuidado permitirá um contato visual mais tranqüilo e suave, já que para ver as pessoas bastará apenas levantar os olhos, sem movimentar muito a cabeça.

É melhor manter as folhas soltas sem clips ou grampos. Toda página deve terminar com um ponto final, para que você nunca interrompa uma frase no meio enquanto vira a folha aceleradamente. As folhas precisam ser numeradas de forma bem visível, para que você nunca se perca. As letras devem ser grandes, e em tipo minúsculo. O espaçamento entre as linhas deve ser duplo ou triplo. Antes de apresentar o discurso, leia-o antes em voz alta por várias vezes. Essas são algumas dicas de como fazer um discurso lido.

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Falando de Improviso

 Deixar a mente fabricar instantaneamente um pensamento, envolvê-lo com as ricas roupagens das palavras articuladas ao som da musicalidade da voz e adornadas por elegante gesticulação. Este é o sonho de qualquer orador, o qual poucos conseguem atingir.

Um bom improviso pode levar muito tempo para ser feito. A cultura, o automatismo da fala, fruto do treino e da experiência, o vocabulário pronto, a presença de espírito, a capacidade de observação, a memória, a confiança e a coragem são elementos essenciais para a improvisação.

  • Se você aprecia falar de improviso não deixe a responsabilidade do discurso por conta da sua memória. Ela não é confiável neste caso.
  • Não deixe o improviso por conta de sua auto-suficiência. Improviso na oratória não gera só “gafes”, gera efeitos indesejáveis.
  • Se você vai falar e tem um tempo para se preparar analise se a “ocasião” pede um improviso ou um discurso mais qualificado, escrito.
  • Tem o tempo disponível? Pare, analise, coloque no papel as principais idéias que envolvem a apresentação. O seu improviso então passa a ser um improviso prévio preparado. Grandes oradores falavam de improviso. Mas passavam horas preparando as idéias e, principalmente, os argumentos que iriam defender (Demóstenes, Cícero, Santo Agostinho, Padre Antonio Vieira, Churchill, Gandhi, Mandela, Carlos Lacerda).
  • Avalie o cenário e a atualidade dos dados que você vai utilizar para não ser surpreendido. Imagine, antecipadamente, quais as questões que poderão ser lançadas contra você.

 Lembre-se que, sendo você uma pessoa que está no “exercício” de uma representatividade (presidente do diretório acadêmico, sindicato, associação, federação, direção etc.) você tem que falar em “nome” do ente que representa. Fale “nós”. Deixa pra lá o “eu acho”.

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Criticar sem ofender

Não é o que se fala, mas como se fala. A frase é um verdadeiro ensinamento de que palavras iguais ganham pesos diferentes, dependendo da forma como são faladas. Mas, é possível substituir a “dureza” das palavras por uma crítica que mescle franqueza e educação na hora de expor as falhas alheias. Se essa regra vale para a vida pessoal, ela é fundamental no meio profissional, pois pode eliminar o desgaste entre chefia e subordinados.

Para especialistas, criticar um subordinado com agressividade é um erro que um gestor não pode cometer. As conseqüências podem ser desastrosas. Os criticados costumam sentir-se desmotivados e distantes dos objetivos que lhe foram confiados.

Muitos líderes adotam a chamada “tática do sanduíche”, que consiste em apontar características positivas entre as críticas. A verdade, porém, é que fazer críticas é uma habilidade que exige, acima de tudo, educação na hora de fazê-las. O erro mais comum é misturar avaliação profissional com julgamentos pessoais, o que pode gerar conflitos de todas as naturezas. Ou seja, uma crítica eficiente é aquela que se concentra nos fatos e nas suas conseqüências, e não na classificação do comportamento pessoal.

Na hora de “abrir a boca”, é importante imaginar-se na pele de quem receberá a “bronca”. É importante também transmitir credibilidade.

Mas, atenção! As críticas devem ter datas e lugares certos para serem proferidas. Nada de escolher um dia próximo a um evento importante, como por exemplo, o fechamento do balanço. O local também deve ser preservado. Em público somente devem ser feitos elogios.

Como se dar bem na hora de criticar?

O chefe deve apontar os caminhos para que o subordinado possa se aprimorar nos pontos em que foi alvo de críticas. Deve, também, colocar-se à disposição para aprofundar a discussão.

A conversa franca é fundamental. Nada de ironias ou críticas em forma de piadas ou brincadeiras de mau gosto.

Não adianta o chefe criticar o que não pode ser mudado. Por exemplo, em vez de falar que a voz de um operador de telemarketing é muito aguda, a saída é sugerir o reforço de suas habilidades e um curso de dicção.

Se o alvo é o colega da mesa ao lado, reforce a crítica dizendo que você não é o único da equipe a sofrer com suas dificuldades para executar determinada tarefa.

Não aponte apenas as falhas. Valorize as contribuições do criticado para a equipe.

As conversas devem estar “no mesmo nível”. Jamais se mostre superior aos colegas de trabalho. E lembre-se: quem critica também pode ser criticado.

Um dos maiores receios de um subordinado é criticar o chefe. Se a investida for mal-sucedida, as conseqüências podem terminar até em demissão. Mas, é possível cumprir essa tarefa saindo-se bem.

A primeira regra é adotar o mesmo estilo de comunicação do chefe. Por exemplo: se ele for muito objetivo, aja da mesma forma.

Nunca se expresse de forma emocional, mesmo que o seu perfil seja mais para o lado emotivo. Palavras negativas que possam soar como um ataque ao comportamento do chefe devem ser evitadas.

Outra dica é olhar nos olhos do chefe enquanto se fala com ele. Isso revela posição de igualdade.

Essas dicas não só valem para as relações profissionais como para as pessoais também.

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Dúvidas Frequentes

Quando um ouvinte formular uma pergunta, qual deverá ser a atitude do orador se não souber a resposta?

Um ouvinte formula uma pergunta ao orador por vários motivos: por dúvida, por vontade de aprender, por necessidade de destacar-se no ambiente, para provocar ou mesmo para testar os conhecimentos de quem fala.

Cada circunstância poderá ser contornada de forma diferente, desde que seja possível manter a tranqüilidade e identificar o objetivo da indagação.

Em todas as situações nunca invente resposta, pois esse artifício poderá ser percebido pelo auditório, que deixará de acreditar nas suas palavras. Por outro lado talvez não seja convincente dizer que não conhece a resposta porque sua autoridade poderia ser enfraquecida. Muitos acreditam que a franqueza de dizer “sinto muito, mas não sei a resposta” é reconhecida com grande qualidade, mas quem já defrontou com episódio semelhante sabe que isso nem sempre é verdadeiro. Apenas não se devem preocupar muito com as conseqüências dessa afirmação os oradores que possuem larga e inquestionável reputação no campo do assunto que tratam. Afora estes, antes de utilizar o último recurso, a confissão de que não sabe a resposta alguns procedimentos poderiam ser adotados:

  •  Caso consiga identificar no ouvinte que faz a pergunta, alguém que deseja demonstrar conhecimento, destacar-se no ambiente, provocar ou testar seus conhecimentos, uma alternativa que geralmente apresenta bons resultados é devolver a questão ao interlocutor. Por exemplo: O que você pensa a respeito? Existe boa possibilidade de receber a resposta da própria pessoa que formulou a pergunta. Se ainda assim a resposta for negativa, isto é, se o ouvinte não souber responder aja de acordo com a sugestão dada na hipótese seguinte.
  •  Caso perceba que a pergunta tem como origem a dúvida ou a vontade de aprender, poderá devolvê-la ao grupo. Por exemplo: “O que vocês pensam dessa questão?” Também haverá chances de que alguém possa ajudá-lo com a resposta. Como o tema abordado numa apresentação é familiar ao orador, uma sugestão da platéia poderá ser suficiente para que se encontre uma saída para o problema formulado. Mesmo que ninguém tenha respondido, haverá uma divisão da responsabilidade com o grupo, e nesse momento você poderá prontificar-se a pesquisar a solução em nome de todos, preservando assim a sua imagem.
  •  Caso julgue que a circunstância é desfavorável para adotar uma dessas sugestões e que no transcorrer da exposição poderá encontrar uma saída, peça para voltar ao tema. Dificilmente alguém discordará e você ganha tempo ou para uma resposta mais apropriada, ou para depois a sós com quem fez a pergunta dizer que irá pesquisar. Agora, se sentir que tais procedimentos não serão convenientes, não hesite em confessar que desconhece a resposta.

Como proceder quando alguém conversa na platéia, atrapalhando a apresentação?

  • Fale um pouco mais baixo – Erroneamente, alguns oradores passam a falar num tom mais intenso, quando percebem ruídos no ambiente. Agir assim, além de não resolver o problema, poderá agravá-lo, porque quase sempre passa a existir uma espécie de concorrência, onde o participante no auditório também aumentará a intensidade da fala. Deve-se falar mais alto somente na primeira ou segunda frase, para chamar a atenção, depois se recomenda baixar a altura para que a voz da pessoa na platéia sobressaia no ambiente, forçando-a naturalmente a ficar em silêncio.
  • Passe a falar olhando na direção de quem conversa – Se o primeiro procedimento, falar mais baixo, não for suficiente, o passo seguinte é olhar com insistência na direção de quem conversa, sempre falando com voz mais baixa. Ao perceber que foi notado, talvez ele se cale.
  • Pare de falar – Praticamente todas as situações poderão ser resolvidas com os dois procedimentos anteriores, mas, se isto não ocorrer, pare de falar e continue olhando na direção daquele que atrapalha a sua exposição. Dificilmente alguém continuaria a se manifestar no auditório, sentindo que o orador parou de falar e lhe dirige o olhar.
  • Peça que se cale – É desagradável ter que chegar a este estágio. Nesse instante já se caracterizou certa animosidade que nunca interessa a qualquer orador, mas se depois de todas as tentativas ainda persistir o problema, não tenha receio, peça que o importunador se cale.
  • Retire-a da sala – Esse é o último recurso. Tudo já foi tentado para que a exposição tivesse um rumo normal, mas a pessoa que ainda continua falando não está interessada nas suas palavras e não demonstra qualquer respeito ao ambiente; é um corpo estranho que precisa ser eliminado. Retire a pessoa da sala. Antes de tomar essa decisão, com certeza você já estará certificado de que possui autoridade para isto. Como é que poderíamos colocar alguém fora da sala se ele é o presidente de uma companhia para qual necessitamos vender nossos serviços?!
  • Faça uma pergunta simples – Nesse caso, nada mais resta a fazer. O indivíduo continua conversando, atrapalha totalmente a apresentação e não existe autoridade para retirá-lo da sala. Antes de desistir, faça uma pergunta bastante simples relacionada com o tema que desenvolve e procure envolvê-lo pela sua própria resposta.

Caso, depois de todo esse esforço, sentir que as tentativas foram em vão, peça a Deus que o ajude. Caso nem Ele ajude, pare de falar e se retire. Isso provavelmente nunca ocorrerá.

Quando um orador comete um engano, deve corrigir o erro ou continuar falando?

Depende do tipo de erro cometido. Se transmitir uma informação incorreta e este fato prejudicar a compreensão do auditório deverá corrigir o erro. Não dê demasiada importância ao fato. Admita o erro, se possível de forma descontraída e siga em frente. Insistir em se desculpar ou fornecer muitas explicações é embaraçoso tanto para o instrutor como para os ouvintes.

Caso o erro não prejudique o entendimento da platéia, siga em frente sem interrupção, e se possível, encontre uma forma de encaixar a mesma palavra em uma das frases seguintes, para demonstrar que se tratou mesmo de um engano.

Ninguém sabe tudo, não tente passar uma falsa impressão de que é a autoridade máxima no assunto. Ninguém é e não precisamos nos desgastar com este tipo de fingimento. Quem tem medo de errar não aprende. Encare os erros como algo natural e inevitável.

Como o orador deverá preparar a matéria de sua palestra?

  1.  Reúna todas as informações de que puder lembrar-se sem recorrer a qualquer tipo de auxílio.
  2.  Em seguida providencie uma entrevista com alguém que seja um especialista ou autoridade no assunto que deverá abordar.
  3.  O próximo passo é fazer pesquisas com auxílio do computador e consultar os livros, revistas, jornais e apontamentos da sua própria biblioteca e de biblioteca pública, arquivos de jornais e livrarias.
  4. Coloque todas as informações pertinentes à matéria numa folha de papel e só após este primeiro trabalho é que deverá selecionar aquelas que julgar mais importante.
  5. Distribua as informações que merecerem ser incluídas em três ou quatro partes, de acordo com a sua natureza.
  6. Enquadre esse material dentro da ordenação didática da fala, treine bastante e estará pronto para falar.

Como manter o interesse do auditório por tempo prolongado?

  • Não existe assunto que, bem elaborado e bem conduzido, deixe de interessar ao auditório. Entretanto, sabemos que alguns são mais áridos do que outros e que por isso mesmo exige maior esforço de concentração do público.
  •  Há recursos que poderão auxiliar a manter o interesse da platéia:
  •  Procure preparar o ouvinte para receber as informações mais importantes. Faça isso com a ajuda de perguntas e reflexões como: “Qual a solução para esse problema?” ou “O que será que o nosso inimigo imaginou?” Assim, quando a informação for colocada, encontrará o auditório interessado em ouvi-la.
  •  Quando perceber demonstrações de cansaço na platéia, conte uma história ou anedota descontraída, sem ligação com o conteúdo da matéria exposta. Esse procedimento descansará a mente dos ouvintes, possibilitando revigorar seu interesse e torná-los mais atentos quando voltarem ao tema de apresentação. O cuidado que se recomenda é não desenvolver esse assunto marginal por tempo muito prolongado, para não perder completamente a concentração da assistência, pois nesse caso ela não conseguiria mais voltar a acompanhar o desenvolvimento da linha de raciocínio.

Quando ocorrer o “branco” e não encontrar as palavras para continuar, o que deverá ser feito?

O “branco” ocorre basicamente por três motivos: excesso de nervosismo, falta de conhecimento profundo sobre a matéria tratada e despreparo na ordenação das diversas partes da apresentação.

Estando você bem preparado sobre o conteúdo da mensagem, sem medo de falar em público e ordenando de maneira correta as diversas partes da apresentação, dificilmente terá “branco” ao falar diante de plateias.

Se ainda assim esse fato vier a acontecer, repita as últimas informações, se possível com palavras diferentes, como se estivesse fazendo uma revisão para facilitar a compreensão dos ouvintes e dessa forma ganhará tempo para procurar com mais tranqüilidade a palavra ou a frase que não consegue se lembrar. Se mesmo com esse recurso a informação não puder ser recordada, talvez seja possível continuar falando a partir dessa revisão sem tocar mais no ponto esquecido, e a platéia ou não perceberá o que ocorreu ou julgará que se tratou de um pequeno engano ou de uma opção diferente do orador. Entretanto, se sentir que essa alternativa não dará resultado revele ao público que em seguida deverá se lembrar da informação esquecida e, mesmo que não se lembre, as pessoas envolvidas com a mensagem talvez nem se deem conta de que num determinado momento da apresentação ocorrera um esquecimento.

Em todas essas circunstâncias procure manter a calma e a tranqüilidade. Assim, as chances de obter um bom resultado serão melhores.

Quais os cuidados para se utilizar bem os recursos visuais numa apresentação?

Os recursos visuais são muito importantes na comunicação. Basta dizer que, se transmitirmos uma mensagem apenas verbalmente, depois de três dias os ouvintes se lembrarão somente de 10% do que falamos; se, entretanto, transmitirmos a mensagem verbalmente, mas com o auxílio de recursos visuais, a platéia se lembrará de 65% do que foi comunicado.

 Para saber se a mensagem deve ser transmitida com auxílio de recursos visuais, reflita se eles entenderão a pelo menos três objetivos fundamentais:

  • destacar as informações importantes;
  • facilitar o acompanhamento do raciocínio por parte dos ouvintes;
  • aumentar a capacidade de memorização da platéia.

Assim, não use um visual só porque é bonito, todo mundo está usando, ou para que sirva de apoio para que você se lembre dos pontos que irá abordar. Se a utilidade fosse apenas a de permitir que você acompanhasse os tópicos, seria mais recomendável que usasse um roteiro numa folha de papel.

Ao produzir um visual tome as seguintes precauções:

  • utilize letras com tamanho que todos na platéia possam ler;
  • coloque apenas a essência da mensagem traduzida em poucas palavras e expressões;
  • transforme todos os números que puder em gráficos;
  • use cores, sem exagero.

Qual é a receita afinal para se tornar um bom orador?

Não existe receita mágica que transforme alguém num bom orador. Todos os caminhos são trabalhosos e difíceis, exigindo sempre muita vontade, perseverança e determinação. É um aprendizado doloroso e de certa forma solitário, porque dependerá, sempre, apenas de quem deseja falar bem.

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