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Vocabulário

Vocabulário é o elemento que traduz as idéias. Se ele se apresenta deficiente prejudica a comunicação na sua integra. Deve ser o mais vasto possível e o mais rico. No entanto o mais importante é saber usar o vocabulário que se tem.

Temos tipos de vocabulário diferentes, entre eles podemos citar três bastante importantes:

Sofisticado: este normalmente é utilizado por pessoas com um nível cultural mais elevado. O vocabulário rico é útil para compreendermos tudo aquilo que as pessoas falam ou escrevem, mas nem sempre deverá ser usado na oratória. O auditório não esta interessado em palavras difíceis. Como é que as pessoas poderiam ficar concentradas na mensagem, se tivessem de se preocupar com o significado de cada palavra?

Pobre: é um vocabulário do dia-a-dia, predominante na maioria das pessoas. Compõe-se de um numero reduzido de palavras e não permite a concatenação eficiente do pensamento. Quando alguém se expressa por um vocabulário com essas características, decodificamos imediatamente tratar-se de uma pessoa despreparada e inculta. Podemos até julga-lo incorretamente, pois algumas pessoas altamente capacitadas, por falta de orientação adequada, não desenvolvem seu vocabulário. Mas certo ou errado, consciente ou inconscientemente, está é a apreciação que fazemos. Palavras vulgares não podem freqüentar uma boa expressão verbal, e o mesmo se diga das “frases feitas”, surradas pelo uso e das expressões de gíria, que só cabem em situações especialíssimas.

Técnico ou profissional – também não se considera como o ideal o vocabulário técnico, próprio de uma atividade. Diplomas legais, competência tributária etc. são termos que se prestam à comunicação entre advogas, juizes e estudantes de direito, mas provavelmente dificultarão o entendimento de um auditório leigo nessa ciência. Da mesma forma, produto nacional bruto, renda per capita, função consumo etc. só estarão ao alcance daqueles familiarizados com as ciências econômicas. Nem todos tiveram a oportunidade de tomar conhecimento de uma linguagem técnica especifica. Sua utilização deverá ser reservada àqueles que convivem com ela, nas suas atividades normais.

O Melhor Vocabulário

O vocabulário ideal é aquele que se adapta a cada público, a cada   pessoa e situação. Embora simples, traduz as idéias claramente, sem divagações. O conceito do simples restringe-se à clareza das  idéias e à compreensão dos ouvintes.

Quanto mais abundante for o vocabulário, melhor será a capacidade de adaptação aos mais diferentes tipos de auditórios. Essa versatilidade torna o orador admirado em todos os ambientes, dos mais humildes aos mais elevados. Como exemplo, pode-se citar o exemplo de alguns políticos que têm habilidades de enquadrar-se em qualquer nível de população. Vocabulário para operários, para estudantes, para profissionais e empresários, para donas de casa.

Existem inúmeras formas para tornar o vocabulário mais extenso: ir ao teatro, ler bons livros, conversar com pessoas cultas, fazer palavras cruzadas, ouvir bons oradores e, o que é mais importante praticar, pois, senão colocarmos em prática o que foi aprendido de nada adiantará todo o estudo e sacrifício.

A melhor maneira de se ampliar o vocabulário e evitar os erros de linguagem é através da leitura, qualquer tipo de leitura, pois ela serve para expandir os horizontes das pessoas e nos torna mais inteligentes, com capacidade ampliada para assimilar novos conhecimentos. Palestrantes que podem oferecer algo além do que está definido como assunto principal, enriquecem grandemente seus discursos e os tornam muito mais interessantes, além de transmitirem a imagem de competência.

Alguns exercícios para aumentar e implementar o vocabulário

  1. durante a leitura, grifar as palavras e trocar por outras palavras que sejam análogas.
  2. durante a leitura, grifar as palavras diferentes. Após essa tarefa pesquisar no dicionário e reutilizá-las.

Durante uma conversação com uma ou mais pessoas, cuidado com palavrões, gírias, palavras difíceis, termos incomuns (ex.: “essa cara é um songomongo”.) e vocabulário técnico.

Dicção

A dicção é o modo em que uma pessoa articula e pronuncia as palavras de uma língua. Denota a pronúncia clara e na correta entonação de um texto.

Uma articulação com sons bem definidos transmite ao ouvinte franqueza, desejo de ser compreendido e clareza de idéias (mesmo que na realidade elas não sejam tão claras). A emissão clara confere credibilidade ao falante, mesmo se ele não possuir uma voz de qualidade especialmente bela ou potente. A falta de exatidão na constituição das palavras, com sons distorcidos ou emitidos sem a necessária precisão, pode fazer com que fatos admiráveis passem despercebidos. É importante tornar a fala uma arte, possibilitando o numero de palavras corretas, distintas, expressivas e agradáveis.

Articulação mal-definida pode também indicar dificuldades na organização mental não-preocupação em ser compreendido ou mesmo falta de vontade de se comunicar. Por sua vez, uma articulação exagerada, facilmente detectada pelo ouvinte, indica certo grau de narcisismo. Todas as pessoas apresentam variações na qualidade da articulação dependendo do domínio que possuem no discurso, da confortabilidade da situação de comunicação e da aceitação mutua entre interlocutores; uma inexatidão articulatória temporária expressa por apenas perda de controle numa determinada situação.

A pronuncia se refere ao uso de algumas substituições de sons nas palavras ou modificações articulatórias para o mesmo som, ou resultado sonoro de uma comunidade lingüística especifica. Nesse sentido temos o regionalismo que representa um exemplo interessante e que no caso de algumas funções e profissões e fator decisório e até eliminatório. Por exemplo, a substituição do fonema /S/ pelo fonema /L/, /meSmo/  para /meRmo/, na cidade do Rio de Janeiro. Outro exemplo, é o caso de sotaques.

Faça agora um teste, para ver como anda a sua Dicção. Leia as frases a seguir, obviamente em voz alta.

Siga os passos, desde o nível fácil até ao nível difícil:

Nível Fácil

  1. Xuxa! A Sasha fez xixi no chão da sala.
  2. O rato roeu a roupa do rei de Roma; a rainha com raiva resolveu remendar.
  3. Três pratos de trigo para três tigres tristes.
  4. O original nunca se desoriginou e nem nunca se desoriginalizará.
  5. Qual é o doce que é mais doce que o doce de batata doce? Respondi que o doce que é mais doce que o doce de batata doce é o doce que é feito com o doce do doce de batata doce.

Nível Médio

  1. Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.
  2. O tempo perguntou pro tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo que não tem tempo pra dizer pro tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.
  3. Embaixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga mais o pinto pia!
  4. A sábia não sabia que o sábio sabia que o sabiá sabia que o sábio não sabia que o sabiá não sabia que a sábia não sabia que o sabiá sabia assobiar.

Nível Difícil

  1. Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há! Quem os desmafagafizá-los, um bom desmafagafizador será.
  2. O desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.
  3. Perlustrando patética petição produzida pela postulante, prevemos possibilidade para pervencê-la porquanto perecem pressupostos primários permissíveis para propugnar pelo presente pleito pois prejulgamos pugna pretárita perfeitíssima.
  4. Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco, é ornitorrinco, ornitologista, é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.
  5. Disseram que na minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos. Seis paralelogramos tem um paralelepípedo. Mil paralelepípedos tem uma paralelepipedovia. Uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos. Então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?
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