Clube da Fala: (21) 3285-1036 ou 96401-8566 whatsapp-icon - contato@clubedafala.com.br

Expressão corporal e facial

CompartilheShare on FacebookShare on Google+

Aparência

A aparência é outro aspecto importante na oratória. Ela reflete a imagem de cada individuo. Nesse sentido, a maneira de se vestir, de pentear os cabelos, maquiar e utilizar detalhes, entre eles, jóias, relógios, anéis, esmalte e demais acessórios e apetrechos pessoais influenciam juntamente com os gestos, postura e discurso, a impressão e o julgamento sobre sua pessoa e seu comportamento.

Assim, em situações de reuniões, entrevistas, apresentações, palestras, entre outras situações, deve-se estar atento à imagem que se quer transmitir, pois nem sempre o que queremos transmitir é alcançado. Desta forma, a observação é o melhor caminho para conseguir a aparência adequada.

Dicas quanto à apresentação pessoal:

  • Nós não temos uma segunda chance de causar uma boa primeira impressão;
  • Use sempre roupas adequadas ao ambiente onde está se apresentando;
  • Seja discreto e sóbrio;
  • Use roupas limpas, bem passadas, botões bem pregados, bainhas bem feitas e sem vestígios de puídos, manchas, pêlos, etc;
  • Prefira tecidos que não amassem;
  • Não abuse das cores, roupas xadrez, listradas, etc;
  • Use no máximo duas cores.

Como usar o microfone

Seria difícil imaginar os dias de hoje sem a presença do microfone. Sua utilidade é incontestável. Ele permite que a comunicação do orador seja mais natural e espontânea, além de preservar a voz do orador, possibilitando-o falar a grandes platéias da mesma forma que se conversa com uma ou duas pessoas.

Mesmo possuindo todas essas qualidades, o microfone, muitas vezes, é visto como terrível inimigo, chegando a provocar pânico em determinados oradores.

O microfone de pedestal é o mais comum na maioria dos auditórios.

  • Deve-se inicialmente verificar como funciona o mecanismo da haste onde o microfone se sustenta e se existe regulagem na parte superior onde ele é fixado;
  • Teste a sensibilidade do microfone para saber a que distância deverá falar. Normalmente a distância indicada é de 10 a 15 cm;
  • Sempre que for possível converse antes com o técnico de som e peça uma sugestão a ele com relação ao retorno. Se ainda assim, quando não tiver nenhum retorno do som e aparecer dúvidas, não tenha medo em perguntar a platéia, que certamente estará pronto a colaborar;
  • Ao acertar a altura do microfone procure não o deixar na frente do rosto, permitindo que auditório veja o seu semblante. O ideal é um pouco abaixo do queixo;
  • Ao falar não segure na haste e fale sempre olhando sobre o microfone, para que a voz seja captada;
  • Fale, não grite, haja como se estivesse conversando com um pequeno grupo de amigos. Isso não quer dizer que deverá falar baixinho, sem energia; ao contrário; transmita sua mensagem animadamente, com vibração, mas sem gritar;
  • Caso seja preciso segurar o microfone pela mão para se movimentar, o cuidado deverá ser o mesmo; nesse caso não movimente a mão que segure o microfone e deixe-o sempre à mesma distância.

O microfone de lapela também é utilizado e não apresenta grandes problemas quanto a sua utilização. Ele é preso na roupa por uma presilha tipo “jacaré”, de fácil manuseio. É muito útil quando se pretende liberdade de movimentos.

  • Ao colocá-lo na lapela, na gravata ou na blusa, procure deixá-lo na parte superior do peito, pois ele possui uma boa sensibilidade e esta distância poderá captar a voz com perfeição;
  • Enquanto estiver falando não mexa no fio, não o enrolando e nem o torcendo;
  • Outra precaução importante é de não bater as mãos e não tocar no peito com força, pois esses ruídos também são ampliados durante a apresentação, prejudicando a concentração e o entendimento dos ouvintes;
  • É perigoso fazer comentários alheios ao assunto tratado perto de qualquer microfone, principalmente o de lapela que sempre o acompanhará;
  • Não se esqueça de retirar o microfone quando terminar de falar.

Há ainda o microfone head-set, o qual é preso na cabeça ou na orelha e uma haste até a boca o sustenta. Os cuidados com esse microfone são muito similares ao de lapela, devido à alta sensibilidade. A diferença é o cuidado que se deve ter com relação à distância da boca para não haver estouros, sibilações e outros problemas. Como nos itens anteriores, é sempre importante testá-lo antes de usar para que se tenha uma boa apresentação.

Gestos e movimentos

Os gestos são movimentos que devem complementar uma mensagem, uma conversação, de forma leve e sincrônica. Normalmente estão relacionados com os pensamentos e emoções. Geralmente acontecem com movimentos de membros superiores (braços e mãos) acima da linha da cintura e na altura do peito ou com movimentos de membros inferiores (pernas e pés).

Entretanto, cada pessoa possui e desenvolve ao longo de sua vida gestos muito particulares que denotam uma comunicação espontânea e real.

Mesmo sabendo que a gesticulação pode ser aprendida e treinada, não há como ensina-la ostensivamente, pois o comportamento poderia ficar artificial. Em comunicação, nada deverá superar a naturalidade.

Nas relações profissionais os gestos têm importância incontestável, pois por meio deles pode-se reforçar as idéias e estimular os ouvintes. Entretanto, se utilizado inadequadamente ou exageradamente, podem prejudicar o objetivo da apresentação em público, da conversação, reunião, entrevista e outras situações de comunicação.

Gestos mais extensos e expansivos são características de pessoas mais expansivas, extrovertidas e desinibidas. Esses são mais intensos e refletem a personalidade do indivíduo. No entanto, em certas situações, podem estar inadequados e comprometer os resultados da apresentação. Outros gestos menores, mais restritos e quase imperceptíveis, são utilizados normalmente por pessoas mais tímidas e comedidas. Nesse caso também se observa situações na qual a pessoa não consegue expressar suas idéias, pensamentos e sentimentos de maneira convincente prejudicando o objetivo da situação e da comunicação.

Alguns gestos prejudicam a interação com a platéia, entre ele temos: os acima da cabeça, os repetitivos, os sem relação com a mensagem expressada e os exagerados. Esses provocam cansaço e desinteresse pelo discurso. Os extremamente exagerados provocam o desperdício de energia pelo indivíduo, dificultando a sua performance comunicativa e a utilização eficaz de outros elementos da comunicação, como o tom da voz adequado e a expressão facial, responsáveis por detalhes da apresentação em público. Alguns gestos exagerados grandes e extensivos podem ser utilizados para atingir uma grande quantidade de pessoas e com o objetivo de expressar emoções mais intensas. Podem-se verificar exemplos desses gestos nos discursos de políticos em época de campanha.

Ao falar em público sabe-se quais os gestos mais adequados, através da avaliação do contexto do público envolvido. Assim, pode-se ter maiores probabilidades de acertos, influência e eficácia.

Eis o que deve ser evitado ao falar em público quanto aos gestos:

  • Mexer na gravata;
  • Brincar com chaveiros e canetas;
  • Ficar ajeitando os cabelos e os óculos;
  • Coçar as orelhas, cabeça, nariz;
  • Esconder a boca;
  • Roer unha;
  • Deixar os braços cruzados;
  • Colocar as mãos para trás;
  • Colocar as mãos nos bolsos;
  • Adotar a posição de xícara, as duas mãos agarradas à cintura;
  • Deixar os braços cruzados;
  • Tamborilar os dedos ou estalar os dedos;
  • Se utilizar microfone, nunca o segure com as duas mãos;
  • Movimentar as mãos em excesso;
  • Não se apoiar sobre a mesa, a cadeira, ou a tribuna.

Sempre que possível, as mãos devem estar livres para gesticular, de forma natural e sincronizada com o assunto em questão. Mantenha as mãos no nível da cintura, pois assim gesticulará normalmente.

Para conhecer a equipe do Clube da Fala, bem como nossa qualificação, clique aqui.

CompartilheShare on FacebookShare on Google+