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Gagueira

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Tratamento de gagueira no Clube da Fala

Gagueira é uma de nossas especialidades. Os pacientes disfêmicos que se trataram conosco obtiveram uma melhora bastante significativa, pois nosso método é diferenciado e inovador.

A princípio é marcada uma consulta individual, na qual será avaliada a voz, fala e postura do paciente. Essa consulta é filmada para que ele faça uma auto-análise com a finalidade de detectarmos aspectos que poderiam ser melhorados e até mesmo mudados em sua comunicação.

A partir daí, elaboramos um plano de tratamento com consultas individuais e aulas de oratória semanais em grupo para que ele aprenda a usar o poder de sua comunicação e controlar a gagueira em todas as situações. O tratamento tem 1 ano de duração ou mais, dependendo da dificuldade do paciente.

O objetivo do tratamento é desenvolver, aperfeiçoar e valorizar a comunicação oral aplicando técnicas e exercícios de dicção, voz e oratória, fortalecendo a auto-estima e aprimorando a capacidade de comunicar-se em público com eficácia. Os pacientes se transformam em bons comunicadores, falando em público com desembaraço, eficiência e naturalidade, eliminando bloqueios e inibições.

As aulas de oratória em grupo são ministradas num salão com palco, microfone e câmera. Simulamos situações reais de palestras, debates, aulas, apresentações, dramatizações, entre outras; para que a comunicação seja capacitada ao máximo.

O que é gagueira?

É um distúrbio na fluência e na temporalização da fala, segundo uma definição presente em dicionário especializado (*). A fluência refere-se à suavidade, facilidade, falta de esforço com que sons, sílabas, palavras e frases são ligados durante a fala; para uma pessoa que gagueja, a produção da fala é uma atividade trabalhosa, não sendo automática a ligação entre sons, sílabas, palavras e frases como é para uma pessoa considerada normal. 
A temporalização refere-se ao tempo de execução dos sons, sílabas, palavras e frases. Cada som da fala possui um tempo usual para ser dito. O que acontece na fala gaguejada é que alguns sons são pronunciados em um tempo maior que o habitual. Veja exemplos sobre estes dois aspectos no próximo par pergunta-resposta. 

* NICOLOSI, L.; HARRYMAN, E. & KRESHECK, J. (1996). Vocabulário dos Distúrbios da Comunicação; fala, linguagem e audição. 3ª ed. Porto Alegre, Artes Médicas.

Quais são os sintomas?

Os sintomas externos produzidos pela gagueira na fala de alguém podem ser listados da seguinte forma:

  • Repetição de sons e sílabas. Exemplos: “A-a-atenda o telefone, por favor” e “Atenda o te-telefone, por favor”. Este é um sintoma da dificuldade de ligar os elementos na fala.
  • Prolongamento de sons. Exemplo: “Atenda o telefone, por ffffavor”. Este é um sintoma da alteração na temporalização da fala.
  • Bloqueio de sons (ocorre quando o som fica “travado”, “preso”). Exemplo: “Atenda o [silêncio de alguns segundos] telefone, por favor”. Este é um sintoma da alteração na temporalização da fala.
  • Ocasionalmente essas disfluências também ocorrem na fala dos falantes fluentes, mas aparecem em menor número, sem tensão ou movimentos associados e, principalmente, são seguidos de pronta recuperação da fluência.
  • Existem outros comportamentos que podem ser utilizados por uma pessoa que gagueja na tentativa de mascarar a gagueira.
  • Uso de interjeições; como faz parte da fala de todas as pessoas, confere à fala gaguejada um aspecto “mais normal”. Exemplo: “Atenda éh éh éh o telefone, por favor”.
  • Troca de palavras durante a fala; ocorre quando a pessoa que gagueja antecipa um sintoma da gagueira e resolve evitá-lo. No próximo exemplo, vamos supor que antes da pessoa que gagueja falar a palavra “favor”, ela percebe que vai gaguejar e, em uma tentativa de mascarar o sintoma, troca por “obséquio”: “Atenda o telefone, por obséquio”. Vale lembrar que nem sempre as trocas são adequadas, sendo que, em algumas vezes, a fala pode tornar-se antinatural e a comunicação, comprometida.
  • Simplificação de frases; ocorre quando a pessoa que gagueja percebe que vai gaguejar em uma determinada palavra e resolve excluí-la da fala. Exemplos: ao invés de “Atenda o telefone, por favor” dizer “Atenda o telefone”, “Atenda, por favor” ou “O telefone”. Novamente, nem sempre tais simplificações nas frases soam naturais e a comunicação continua comprometida.
  • Movimentos de partes do corpo na tentativa de liberar um som ou uma sílaba que está bloqueada. Exemplo: “Atenda o [bloqueio do t e fechamento dos olhos]telefone, por favor”. Algumas pessoas que gaguejam repetem continuamente movimentos compensatórios durante a fala.

Qual é a causa da gagueira?

Não existe uma única causa. A gagueira é encarada atualmente como um distúrbio causado por vários fatores. Existe o fator genético, que geralmente faz com que mais de um membro de uma mesma família seja afetado. Existe o fator orgânico que se refere a situações onde o cérebro da criança foi agredido (por exemplo, partos muito demorados podem causar uma diminuição momentânea da oxigenação do cérebro do bebê e isso pode estar ligado ao aparecimento da gagueira no futuro). Existe o fator social, o qual pode ser favorável ao aparecimento da gagueira quando o ambiente familiar ou escolar é muito agitado, quando as pessoas falam muito rápido ou com uma complexidade lingüística muito maior do que é adequada à idade da criança. Por fim, existe o fator psicológico que pode fazer com a pessoa tenha insegurança ou medo na hora de falar; é importante deixar claro que alguns sintomas psicológicos são causa e outros são conseqüências da gagueira. Os modelos mais aceitos no meio científico, no entanto, consideram a causa da gagueira como multifatorial, ou seja, todos estes fatores estariam envolvidos, em maior ou menor grau (dependendo do caso).

Dúvidas comuns sobre a gagueira

O que uma pessoa que gagueja sente ao gaguejar?

Os sintomas e as sensações são muito variáveis. Falando especificamente dos sintomas externos, a pessoa sente tensão muscular (no caso dos bloqueios) ou sente que não consegue mexer a língua ou os lábios (no caso dos prolongamentos e das repetições). 
Além disso, a pessoa também pode sentir vergonha, raiva ou frustração por não conseguir falar como deseja.

Quantas pessoas que gaguejam existem no mundo?

Aproximadamente 1% das pessoas gaguejam. No mundo, são 60 milhões e no Brasil, são 1 milhão e seiscentos mil.

As pessoas que gaguejam não são mais tímidas e inseguras?

Fatores psicológicos como timidez e insegurança podem contribuir para o aparecimento da gagueira, mas eles isoladamente não podem ser considerados como a única causa da gagueira. Também está correto dizer que timidez e insegurança são conseqüências da gagueira: a pessoa fica insegura, porque sabe de suas dificuldades na hora de falar.

Uma pessoa não começa a gaguejar depois que leva um susto muito forte?

Isso é um mito. Com os estudos científicos atuais é possível afirmar que a gagueira é causada por fatores genéticos, orgânicos, sociais e psicológicos, como foi dito na questão anterior. Outro mito que ainda persiste, é que a pessoa gagueja porque é nervosa, ansiosa; a ansiedade pode contribuir para o aparecimento e a perpetuação da gagueira, mas só ela não é causa.

Quais são as outras doenças que podem coexistir com a gagueira?

As outras doenças que podem coexistir com a gagueira são principalmente do âmbito psiquiátrico, como transtorno depressivo, fobia social, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno bipolar e risco de suicídio.

Quais são os problemas que a gagueira pode causar a uma pessoa?

Nós utilizamos a fala durante boa parte de nosso dia e para atingir objetivos específicos, como: transmitir informações, exercer influência e poder, oferecer soluções para problemas, cultivar o humor, refletir sobre a estética dos ambientes, estimular o pensamento. Uma pessoa que gagueja tende a falar menos e isso interfere quantitativa e qualitativamente nos objetivos atingidos. Vamos exemplificar. No ambiente de trabalho, se a pessoa fala menos, seus colegas e chefes poderão não saber quais são seus verdadeiros interesses (o que pode comprometer o cargo que a pessoa ocupa), ela pode não defender seus pontos de vista (fazendo com que colegas e chefes não saibam o quanto ela pode ser inteligente e coerente), pode não conviver socialmente com os colegas como gostaria (sendo considerado “o isolado”): isso tudo pode interferir direta ou indiretamente na remuneração financeira da pessoa que gagueja. No ambiente escolar, a pessoa que gagueja tende a participar menos durante as aulas, tende a não gostar de leituras em voz alta e provas orais, o que interfere em suas notas e no desenvolvimento de seu potencial. No ambiente familiar, a pessoa que gagueja pode participar pouco das decisões familiares e pode discutir menos sobre situações que a desagradam, fazendo com que se sinta frustada. Com esses exemplos, é possível perceber que a gagueira pode afetar muito negativamente a vida de uma pessoa.

Que problemas a gagueira pode causar para quem convive com um gago?

Basicamente dificuldades durante a interação face-a-face ou por telefone, principalmente em interlocutores que ficam muito ansiosos ao ouvir uma fala gaguejada.

O comportamento das pessoas pode piorar a gagueira de alguém?

Sim. Interlocutores que apressam a pessoa que gagueja para falar, que desaprovam a fala gaguejada, que não prestam atenção à fala ou que completam as palavras que a pessoa não está conseguindo dizer podem piorar momentaneamente o nível da gagueira. Não tomando essas atitudes, o interlocutor já está ajudando a pessoa que gagueja.

As pessoas que gaguejam são menos inteligentes?

Não, a inteligência de quem gagueja costuma ser dentro dos limites da normalidade.

Como se faz o diagnóstico?

Ainda não existe um método diagnóstico padrão usado mundialmente, mas esforços estão sendo feitos para que um protocolo comum seja utilizado por todos os profissionais que lidam com gagueira. Entretanto, o diagnóstico é feito através da contagem de quantas vezes em que a pessoa gagueja durante um certo tempo (5 minutos, por exemplo), quais os tipos de disfluências presentes na fala, se há ou não tensão e movimentos associados, análise do ritmo e da naturalidade da fala, descrição das percepções físicas da pessoa que gagueja durante sua fala, histórico de saúde e história familiar.

A partir de que idade o diagnóstico pode ser feito?

As crianças começam a falar por volta de 1 ano; se elas começarem a falar gaguejando e se o comportamento não desaparecer depois de 6 meses, a gagueira já pode ser diagnosticada. Portanto, os diagnósticos mais precoces situam-se por volta de 1 ano e meio.

Existe tratamento?

Sim, vários. Os de linha fonoaudiológica tendem a enfocar a aprendizagem motora de técnicas a serem usadas durante a fala. Os de linha psicológica tendem a focar os aspectos emocionais que interferem na fala da pessoa que gagueja. Nas duas linhas existem bons tratamentos. A eficácia do tratamento depende da base teórica que o fundamenta, do profissional que o aplica e também da pessoa que gagueja (em termos do seu empenho ao tratamento e do quanto de participação genética e psicológica existe na gagueira daquela pessoa em particular). É bom lembrar que os tratamentos das duas linhas se complementam. Existe, no entanto, poucos profissionais especialistas no tratamento da gagueira.

Toda pessoa que gagueja precisa se tratar?

Não. A opção pelo tratamento depende do nível de gravidade da gagueira, sendo que pessoas que apresentam um nível leve podem não achar o tratamento necessário, e do quanto o indivíduo acha que a gagueira prejudica sua vida, o que tende a estar diretamente relacionado ao nível da gagueira. Convém lembrar que algumas pessoas não se tratam por dificuldades financeiras.

Referência: AbraGagueira

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