Expressão corporal e facial


Aparência

A aparência é outro aspecto importante na oratória. Ela reflete a imagem de cada individuo. Nesse sentido, a maneira de se vestir, de pentear os cabelos, maquiar e utilizar detalhes, entre eles, jóias, relógios, anéis, esmalte e demais acessórios e apetrechos pessoais influenciam juntamente com os gestos, postura e discurso, a impressão e o julgamento sobre sua pessoa e seu comportamento.

Assim, em situações de reuniões, entrevistas, apresentações, palestras, entre outras situações, deve-se estar atento à imagem que se quer transmitir, pois nem sempre o que queremos transmitir é alcançado. Desta forma, a observação é o melhor caminho para conseguir a aparência adequada.

 

Dicas quanto à apresentação pessoal:

 


Como usar o microfone

Seria difícil imaginar os dias de hoje sem a presença do microfone. Sua utilidade é incontestável. Ele permite que a comunicação do orador seja mais natural e espontânea, além de preservar a voz do orador, possibilitando-o falar a grandes platéias da mesma forma que se conversa com uma ou duas pessoas.

Mesmo possuindo todas essas qualidades, o microfone, muitas vezes, é visto como terrível inimigo, chegando a provocar pânico em determinados oradores.

 O microfone de pedestal é o mais comum na maioria dos auditórios.


O microfone de lapela também é utilizado e não apresenta grandes problemas quanto a sua utilização. Ele é preso na roupa por uma presilha tipo “jacaré”, de fácil manuseio. É muito útil quando se pretende liberdade de movimentos.

 

Há ainda o microfone head-set, o qual é preso na cabeça ou na orelha e uma haste até a boca o sustenta. Os cuidados com esse microfone são muito similares ao de lapela, devido à alta sensibilidade. A diferença é o cuidado que se deve ter com relação à distância da boca para não haver estouros, sibilações e outros problemas. Como nos itens anteriores, é sempre importante testá-lo antes de usar para que se tenha uma boa apresentação.

 

Gestos e movimentos

Os gestos são movimentos que devem complementar uma mensagem, uma conversação, de forma leve e sincrônica. Normalmente estão relacionados com os pensamentos e emoções. Geralmente acontecem com movimentos de membros superiores (braços e mãos) acima da linha da cintura e na altura do peito ou com movimentos de membros inferiores (pernas e pés).

 Entretanto, cada pessoa possui e desenvolve ao longo de sua vida gestos muito particulares que denotam uma comunicação espontânea e real.

Mesmo sabendo que a gesticulação pode ser aprendida e treinada, não há como ensina-la ostensivamente, pois o comportamento poderia ficar artificial. Em comunicação, nada deverá superar a naturalidade. 

 Nas relações profissionais os gestos têm importância incontestável, pois por meio deles pode-se reforçar as idéias e estimular os ouvintes. Entretanto, se utilizado inadequadamente ou exageradamente, podem prejudicar o objetivo da apresentação em público, da conversação, reunião, entrevista e outras situações de comunicação.

 Gestos mais extensos e expansivos são características de pessoas mais expansivas, extrovertidas e desinibidas. Esses são mais intensos e refletem a personalidade do indivíduo. No entanto, em certas situações, podem estar inadequados e comprometer os resultados da apresentação. Outros gestos menores, mais restritos e quase imperceptíveis, são utilizados normalmente por pessoas mais tímidas e comedidas. Nesse caso também se observa situações na qual a pessoa não consegue expressar suas idéias, pensamentos e sentimentos de maneira convincente prejudicando o objetivo da situação e da comunicação.

Alguns gestos prejudicam a interação com a platéia, entre ele temos: os acima da cabeça, os repetitivos, os sem relação com a mensagem expressada e os exagerados. Esses provocam cansaço e desinteresse pelo discurso. Os extremamente exagerados provocam o desperdício de energia pelo indivíduo, dificultando a sua performance comunicativa e a utilização eficaz de outros elementos da comunicação, como o tom da voz adequado e a expressão facial, responsáveis por detalhes da apresentação em público. Alguns gestos exagerados grandes e extensivos podem ser utilizados para atingir uma grande quantidade de pessoas e com o objetivo de expressar emoções mais intensas. Podem-se verificar exemplos desses gestos nos discursos de políticos em época de campanha.

Ao falar em público sabe-se quais os gestos mais adequados, através da avaliação do contexto do público envolvido. Assim, pode-se ter maiores probabilidades de acertos, influência e eficácia.

 Eis o que deve ser evitado ao falar em público quanto aos gestos:

• Mexer na gravata;
• Brincar com chaveiros e canetas;
• Ficar ajeitando os cabelos e os óculos;
• Coçar as orelhas, cabeça, nariz;
• Esconder a boca;
• Roer unha;
• Deixar os braços cruzados;
• Colocar as mãos para trás;
• Colocar as mãos nos bolsos;
• Adotar a posição de xícara, as duas mãos agarradas à cintura;
• Deixar os braços cruzados;
• Tamborilar os dedos ou estalar os dedos;
• Se utilizar microfone, nunca o segure com as duas mãos;
• Movimentar as mãos em excesso;
• Não se apoiar sobre a mesa, a cadeira, ou a tribuna.


Sempre que possível, as mãos devem estar livres para gesticular, de forma natural e sincronizada com o assunto em questão. Mantenha as mãos no nível da cintura, pois assim gesticulará normalmente.

 


Laila Wajntraub é fonoaudióloga formada pelo Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação, com especialização em Fonoaudiologia Empresarial | Saiba mais


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